sábado, 10 de dezembro de 2016

Há um compasso de espera no coração...




















Há um tempo de nascer, outro de morrer...

E no lacônico intervalo, o resistir!

Onde os corpos se encontram aflitos

Procurando o amor no entender dos fluidos.

Há um tempo de crescer, outro de aprender....

Conhecer o amor em sua plenitude,

E fazê-lo, sempre, seu perene abrigo!

Há um tempo de ganhar, outro de perder...

E de fazer, sem querer, da esperança:

Seu modo peculiar cotidiano de vida!

Há um tempo de chegar, outro de partir...

Sendo que aquilo que vivemos com ardor,

No passar das breves estações, fica

Nas boas lembranças que se leva consigo!

Há um tempo de cultivar, outro de ceifar...

De valer todo o suor por ter arado a terra;

Semeando os sonhos e vendo-os refletidos

No sorriso descontraído e sem pressa do filho.

Há um tempo de florir, outro de renunciar...

Onde a seiva da vida ainda nos possui,

Sendo um néctar precioso que se esvai...

E, inefavelmente, um dia finda!



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