sábado, 23 de maio de 2015

Decifra-me








Decifra-me,
Em uma pujante cadência...
Devorando-me com teu olhar
Sorrateiro que expõe,
Minh’alma desnuda!
Acaricia-me com exatidão
Toda a languidez do ser,
Em suas dobras e cotovelos...
Fazendo da matéria
Uma aventura,
Um turbilhão de prazer.
Em seu corpo nu,
Basta-me, o universo!
Onde não precisa
Confidenciar os teus segredos
(O silêncio já se denuncia)
Com sua voz de anjo,
Ou sussurrar aos meus ouvidos
Os poemas de Shakespeare:
Só precisa estar e ser,
Em mim.



Rosa dos ventos: